King Kong

Fui ontem assistir a nova versão de King Kong, que tem a direção Peter Jackson. O filme foi todo rodado em cima do roteirto da versão original de 1933 e nada tem a ver com aquela versão dos anos 70 em que o gorila gigante se refugia com sua musa no topo de uma das finadas torres do World Trade Center. Neste remake, King Kong parece um “crossover” de Jurassic Park com… King Kong. Embora tenha permanecido fiel ao original, filmado por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, Jackson acrescentou algumas cenas de ação, usou e abusou dos efeitos especiais e digitalizou diversos dinossauros que deram ao filme o momento mais animado (literalmente), quando o macaco gigante enfrenta, e derrota um a um, diversos T-Rexes, famintos e ferozes que tentavam devorar sua musa, Ann Darrow, na pele de Naomi Watts.

Após o sucesso de sua trilogia “O Senhor dos Anéis“, Jackson tem nas mãos outro sucesso de bilheteria mundial e o trata como cinema de espetáculo, para dizer o mínimo, no qual o diretor está ajustado com as emoções da história e com sua própria paixão infantil por aventura e fantasia.

Os roteiristas conseguiram recriar a época da Depressão nos EUA, enquanto transformam a viagem para a Ilha da Caveira em uma expedição para fazer um filme. Após a captura de King Kong e a viagem de volta a Nova York, o filme está pronto para o grand finale. Peter Jackson consegue fazer uma espécie de interlúdio antes do famoso encontro de King Kong no topo do Empire State, com um passeio pelo Central Park. Mas então, nos momentos finais no topo do prédio, o filme encontra um senso de tragédia inevitável.

Mas uma coisa não sai de minha cabeça: como, em uma Nova York coberta de neve, alguém como Naomi Watts, consegue ficar no topo do Empire State, vestida apenas com um vestidinho branco de alças e não treme se quer o queixo de frio? Parece coisa de Gloria Perez, mas está lá, no filme de Peter Jackson.

Mas, sem a menor dúvida, a maior façanha do filme é a recriação de uma Nova York dos anos 30 em terceira dimensão, permitindo que a câmera voe para todo canto nessa cidade virtual. Simplesmente lindo… fora isso, são três horas sem muita emoção.

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