Intolerância

O conflito entre Israel e Líbano começa a deixar a fronteira entre os dois países e as ondas de protestos avançam pelo mundo. De um lado árabes questionam a ofensiva de Israel contra o Hizbollah que já matou centenas de pessoas, muitas inocentes. De outro judeus que defendem o direito de atacar o Líbano porque alguns de seus soldados foram sequestrados por terroristas do país vizinho.

Nem um lado nem o outro têm razão. Guerra não é a solução e, como diz o velho ditado, “violência gera violência” e os reflexos do conflito se espalham. Lí agora há pouco na Folha Online que uma sinagoga em Campinas, em São Paulo, foi atacada ontem à noite.

Criminosos (isso mesmo, criminosos, porque provocam medo, agridem a instituição, causam dano e provocam raiva) jogaram bombas caseiras diante da sinagoga da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob. Este tipo de atitude não ajuda a avançar um milímetro se quer na redução do sofrimento de quem quer que seja, aqui ou no Líbano. É só um degrau a mais na escalada da ignorância e intolerância. De acordo com a Folha, o presidente da sociedade, Pedro Tiago, afirmou que na calçada em frente à sinagoga os criminosos escreveram, com tinta branca: “Líbano, o verdadeiro holocausto“.

É sempre assim. Ficam mexendo nessa ferida sem medir as conseqüências. Nada se compara ao holocausto promovido por aquele maluco austríaco. Já está passando da hora de árabes e israelenses pararem com isso. A paz ainda é o melhor caminho para tudo. Não entra na minha cabeça como um povo (e olha que faço parte dessa tribo) fala Shalom o tempo inteiro e vive em guerra com seus vizinhos… francamente!

Via: Folha Online

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