Perguntas Sem Resposta
Diversas comunidades no Orkut estão a discutir exaustivamente os furos deixados no último capítulo. No sábado, a pedido do autor, a Rede Globo exibiu cenas inéditas, numa tentativa de tapar alguns buracos deixados no capítulo de sexta-feira.
Mas ainda assím, algumas perguntas (básicas) ficaram sem resposta. Por exemplo: os copos usados por Olavo e Taís, antes dela ser morta, ficaram jogados no apartamento de Daniel. Então por quê o delegado que investigou o assassinato não os recolheu para fazer uma perícia? Na cena em que Olavo leva Taís para a cozinha, para simular o suicídio da gêmea-má, a produção tomou o cuidado de colocar um lenço nas mãos do vilão para não deixar impressões digitais por onde ele passou. Mas Olavo deixa o apartamento e os dois copos ficaram lá e ninguém percebeu.
Mais um furo, e este foi sensacional! Na cena em que Belisário passa mal na rua, Iracema diz o seguinte: “Hugo (Carvana o nome verdadeiro do ator) você está bem?”. Ninguém da edição percebeu e ficou por isso mesmo. Durante a cena em que Olavo assume todos os crimes que cometeu, no apartamento da Marion, Fábio Assunção (Daniel) também errou o texto e disse: “O drink do Antenor e os comprimidos do Lutero…”, quando todo mundo sabe que Lutero tomou o drink envenenado e Antenor quase morre porque trocaram seus remédios para hipertensão.
É isso o que dá, gravar último capítulo na véspera, com medo de o final vazar. Tudo é feito a toque de caixa, virando madrugada e a edição, que é feita por humanos (cansasdos), sai com erros toscos como estes.
Outra coisa que não ficou bem explicada foi como Bebel saiu da cadeia e caiu nas graças de um Senador. E se Marion era mãe de Olavo, porque ela não herdou nada do filho? Ele estava falido? E o apartamento em que ela morava na avenida Atlântica? Não dava pra a megera do sufoco e evitar que ela virasse camelô?
Ah, e aquele shopping onde Olavo entra com Jader sem a menor dificuldade no meio da noite? Não tinha alarme ou segurança? E como foi fácil abrir a porta do cyber café… justo no Rio de Janeiro, onde “o seguro morreu de velho”.
Mas o pior de tudo foi ver Paula e Daniel ter gêmeos no final. Quer dizer que os mocinhos passam a novela inteira sofrendo, levando porrada, sendo perseguidos, para ter apenas 30 segundos de felicidade no capítulo final? O desfecho de “Paraiso Tropical” deveria ter começado logo no capítulo da quinta-feira. Assím sobrava tempo para esclarecer tantas dúvidas.
Pra mim, a única coisa que valeu mesmo foi a trama do assassinato da Taís. O assassino foi óbvio, mas o motivo do crime foi realmente surpreendente. Exatamente como prometeu Gilberto Braga. E a cena da revelação vai ficar para a história como uma das mais dramáticas, violentas e bem feitas da teledramaturgia brasileira. E pensar que eles (atores e produção) tiveram poucas horas para ensaiar, decorar e gravar tudo aquilo. Simplesmente perfeito, apesar dos furos!
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