Pequim Rules!

Três momentos da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos me chamaram muito a atenção. O mais óbvio foi o vôo do ginasta aposentado Li Ning para acender a Pira Olímpica. Mas este deixou o mundo inteiro babando. Claro, os 2008 tambores também foram impressionantes, principalmente o cincronismo daquele exército de percussionistas que tocavam aquele instrumento milenar com uma precisão cirurgica.

Mas o que me deixou mais atônito foi aquele momento que representava a criação do tipo de impressão. Parecia aquele velho brinquedo feito de pregos, no qual você colocava a mão (ou qualquer outro objeto) para formar um desenho. Mas ver aquilo do tamanho de um campo de futebol foi de enlouquecer. Até agora me pergunto como as pessoas que se movimentavam por baixo das caixas sabiam o exato momento de se levantar e a que altura deveriam se erguer.

Tenho que admitir. É realmente assustador ver o que um país tão grande como a China pode fazer quando está determinado a algo. Eu fico a imaginar o que — ou quem — é reponsável por tamanha perfeição: uma cultura que exalta o trabalho coletivo e o orgulho próprio? Ou um regime autoritário com um poder de controle sobre seus cidadãos, maior do que possamos imaginar?

Depois daquele show, fiquei aqui estarrecido. Com um sentimento de admiração, perplexo, surpreso… e olha que nem citei a coreografia dos homens que faziam Tai Chi. Eles se movimentavam com perfeição absoluta. Formavam círculos no estádio tão bem desenhados que pareciam aqueles sinais misteriosos que, vez por outra, aperecem em plantações e são atribuídos a habilidades extra-terrestres.

É desnecessário dizer que foi um espetáculo grandioso, lindo, emocionante e inspirador (apesar de já ter gente por aí reivindicando direitos na justiça alegando plágio). Que deve ter feito Londres dizer: “Well, we’re bloody fucked!”

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